Saturday, July 21, 2012

Curso Online e Presencial: Atividade promovida pela IAC Portugal

Curso Online e Presencial "Nossa Evolução" TEST
Curso Online e Presencial 
Atividade promovida pela IAC Portugal  
     
Domingo,22 Julho 2012
 
Horário Portugal :13h00 às 16:00
Horário Brasil(Brasília) :09h00 às 12h00
  


TEMÁTICA DO CURSO
Baseado no livro “Nossa Evolução” de Waldo Vieira, este curso pretende levar o aluno a refletir sobre as perguntas clássicas da filosofia:
Quem sou eu? O que sou? De onde vim? O que faço aqui? 

Numa abordagem objetiva e prática, o curso procura indicar como otimizar esta vida e, mais ainda, como preparar a próxima existência física. Ajuda-nos a refletir sobre a nossa responsabilidade, a perceber se estamos a cumprir aquilo a que nos propusemos fazer e como implementar um ritmo mais ágil e lúcido ao nosso percurso evolutivo, identificando os fatores que podem facilitar ou dificultar este objetivo.
FICHA DE INSCRIÇÃO

Clique aqui  

 PARTICIPAÇÃO PRESENCIAL
Para participar presencialmente, no Centro Educacional do Porto ( Rua Júlio Dinis, 880 5º FRT) basta reenviar a sua ficha de inscrição preenchida para: porto@iacworld.org ou contatar o 918797926
CURSO ONLINE e PRESENCIAL
Poderá escolher a forma que  pretende participar:

Presencialmente: Irá realizar-se no Centro Educacional do Porto - Rua Júlio Dinis, 880 5º FRT

Via Online: O curso  será apresentada via Internet. Terá a oportunidade, duante a apresentação, de fazer perguntas via chat, texto ou vídeo. Recomendamos que faça o seu login cerca de 10 minutos antes do começo da atividade de modo a ficar familiarizado com o sistema online. 
PARTICIPAÇÃO ONLINE
FORMAS DE PAGAMENTO

Alunos Brasil:
Pagamento através do PayPal
Opção 1: Pagamento até 24h antes do curso, clique aqui.
Opção 2: Pagamento no dia do curso,clique aqui.


Alunos Portugal:

Transferência Bancária para NIB:

0010 0000 32869380001 17

Após realizar o pagamento, favor enviar o comprovativo para portugalonline@iacworld.org incluindo seu nome, telefone e endereço electrónico, para receber instruções sobre a participação online. 

IAC Lisboa   

Rua Latino Coelho, 12 - 3ºB   

1050-136 Lisboa   

Telefone: 213868008 ;918797926




IAC Porto  

Rua Júlio Dinis, 880, 5º Frt   

4050-322 Porto   

Telefone: 226064025 ;918797926      







Friday, July 20, 2012

Comentário: Oxitocina e Evolução


Comentário: Oxitocina e Evolução
por Nelson Abreu

Um pesquisador recentemente compartilhou uma fascinante “TED talk” sobre a oxitocina e sua relação com a confiança e a moral.
Nesse “TED talk” o pesquisador conclui que apenas os mamíferos libertam oxitocina. O pesquisador questionou se, em um planeta onde lagartos evoluíram para o nível evolutivo dos seres humanos, as relações e ligações emocionais - e, portanto, a forma como a cosmoética é expressa - seria diferente só por causa dessa diferença biológica.

Em primeiro lugar, agradeço pela pergunta tão “clara”. Na minha opinião, as relações e ligações emocionais podem ser expressas extrafisicamente na ausência de um soma e ainda mais sem a oxitocina. É interessante que esta se relaciona, fisicamente, com essas capacidades emocionais e que se expressam mais em mamíferos. Este fato aponta para a ideia de que a evolução da consciência, pelo menos em nosso planeta e em termos de evolução emocional, seja mais expressa em mamíferos, sendo a oxitocina mais o resultado do que a causa? Isto parece estar mais em consonância com a ideia da consciência dirigir a evolução biológica e não o inverso.

Relacionado com este conceito, eu recomendo a obra de Alfred Russell Wallace, co-descobridor da evolução biológica de Darwin, mas marginalizado pela história, devido aos seus pontos de vista que questionavam o paradigma newtoniano-cartesiano que tentava reduzir o espírito ou afastar o “self” do cenário. Wallace, que desenvolveu um interesse ativo em relação aos fenômenos e faculdades psíquicas, pensou que a seleção natural não poderia ser responsável por outras faculdades como a genialidade matemática, artística e musical, sagacidade, humor e "reflexões metafísicas." Ele também acreditava que a razão de ser do universo seria o desenvolvimento do espírito humano (Wallace 1889).

“O fenômeno do homem” por Pierre Teilhard de Chardin, o padre Jesuíta e paleontólogo, co-descobridor do Homem de Pequim, oferece uma perspectiva visionária sobre o assunto, traçando uma progressão da geogenesis, a biogênese, à psicogênese, em direção à noosgenesis (consciência global) e previu uma Terra unificada e autoconsciente (Gaia, a Internet). O JofC n.º 3, também apresentou um artigo interessante sobre este assunto por Mark Siffer (Consciência e o Princípio Antrópico).
Como podemos ver, não é uma ideia totalmente original, mas eu chamei a isso, em trabalhos anteriores, a “conscientiomotor evolution”. “Conscientiomotor evolution” propõe que a evolução biológica é conduzida ou é um reflexo da evolução da consciência não-física. À medida que a consciência se torna mais avançada, ela estimula a criação de um corpo físico mais adequado às suas capacidades cinéticas, emocionais e mentais. A polarização de processos aleatórios, explorando o princípio da incerteza da mecânica quântica, poderia ser a interface da consciência (através da bioenergia ou chi) com eventos físicos (genes e neurônios).

O traço comum desses conceitos é que enquanto os genes, os neurotransmissores, as informações físicas e os sistemas de controlo afetam o nosso comportamento físico, nossa cosmoética, sentimentos e todas as faculdades que nos torna uma consciência estão em constante evolução, mas não são causados ​​por esses elementos físicos, que são apenas uma representação grosseira de um padrão mais profundo que permeia o universo - físico e multidimensional: a própria consciência e seu eterno impulso para uma maior complexidade e interconexão.

Nelson Abreu, B.S. Engenharia Elétrica, é voluntário da International Academy of Consciousness, no Centro Educacional da Flórida, EUA e autor de “Filtros e Reflexões: Perspectivas sobre a realidade” (ICRL Press 2009).

Traduzido por Paula Souza (Voluntária IAC – Lisboa)

Monday, July 2, 2012

Resenha do filme: “A Origem” (Inception)


por Kim McCaul

“A Origem”, filme que foi sucesso de bilheteira, combina cenas de ação altamente inovadoras e “de tirar o fôlego”, com uma complexa trama psicológica. O filme centra-se numa equipa de “mercenários oníricos”, iniciadores, que se especializam em entrar no subconsciente das pessoas, através do "sonho comum", com a finalidade de roubar informações valiosas - uma forma avançada de espionagem industrial. Este roubo mental é chamado de "extração". Portanto, foi-lhes dado a tarefa mais impossível que se pode pensar. Ao invés de extraírem informações da mente de uma pessoa, eles “plantam” uma ideia em sua mente de modo a levá-la a tomar uma decisão específica de negócio. Esta forma de manipulação mental é o que é chamado de “A Origem” (Inception).

O filme não procura salientar um aspecto psicológico ou espiritual em particular, mas toca em muitas questões relevantes, relacionadas tanto à psicologia quanto à espiritualidade. Por um lado, a abordagem do filme é puramente materialista. Os sonhos são criações do subconsciente das pessoas e as muitas pessoas que habitam os locais visitados em sonhos são apenas "projeções" da mente dos sonhadores. Em outras palavras, eles não são reais, consciências independentes. Isso é bom porque estas consciências são abatidas em larga escala. À medida que os “iniciadores tentam violar o seu alvo subconsciente, estas 'projeções' funcionam como uma forma de autodefesa mental. Assim que eles sentem a presença intrusiva dos iniciadores eles procuram defender o seu espaço mental pelos meios mais mundanos, através de armas, pistolas e punhais. Quando o filme acontece na arena metafísica, é quando os sonhadores questionam sobre a verdadeira natureza do mundo real. Será o estado de vigília real ou é o estado de sonho com todo o seu potencial criativo?

O filme realmente não explora ou explica a forma técnica na qual é possível para as pessoas compartilharem os sonhos umas das outras. De uma perspectiva conscienciológica um "sonho partilhado" nunca é um sonho, mas uma projeção partilhada por duas ou mais consciências. Projeção aqui, é claro, não tem o significado psicológico que tem no filme “A Origem”, mas refere-se à consciência projetada para fora do corpo físico, em outro corpo mais sutil (também conhecida como projeção astral ou experiência fora-do-corpo). Os sonhos são eventos inter-neurais e enquanto nós somos capazes de monitorar a atividade cerebral através de tomografias, não podemos compartilhá-los da mesma forma que partilhamos uma caminhada com uma pessoa. Projeções da consciência podem ser compartilhados apenas dessa forma. São eventos extracorpóreos que nos levam a dimensões não-físicas, povoadas por seres reais e não físicos. Curiosamente, há inúmeros paralelos entre as experiências dos sonhos dos personagens do filme “A Origem” e as experiências extrafísicas da consciência.

Assim como as pessoas que representam, no filme, “projeções” subconscientes, as pessoas, quando em dimensões extrafísicas, podem sentir que estão tendo uma experiência fora do corpo e tornar-se curioso em relação a ela. E assim como os sonhadores do filme tem a capacidade de criar o mundo de sonhos e, às vezes, involuntariamente introduzir questões psicológicas não resolvidas, quando estamos projetados fora do corpo os nossos pensamentos podem se transformar em criações tangíveis (morfopensenes, também conhecido como "formas-pensamento") e nossos condicionamentos, crenças e fantasias podem influenciar a nossa experiência e distorcer nossa perceção da realidade extrafísica na qual nós estamos nos manifestando. Assim como alguns dos sonhadores em “A Origem” não percebem que estão sonhando, a maioria das pessoas, na maioria das vezes, não percebem quando estão projetados.

Uma premissa fundamental do filme é que a introdução de uma ideia na mente de alguém é um empreendimento extremamente difícil. No entanto, em nossa realidade cotidiana isso realmente acontece, com mais frequência do que imaginamos. De uma perspectiva puramente física e psicológica existe uma extensa literatura sobre publicidade, propaganda e lavagem cerebral. Muitas das ideias que identificamos como nossas podem, na verdade, terem sido “plantadas na nossa mente” por outras pessoas: nossos pais, nosso grupo de amigos, a nossa cultura. A partir de uma perspectiva multidimensional isto vai ainda mais longe. É possível e é de fato comum, para seres não-físicos (consciências extrafísicas), dar-nos ideias que parecem, a nós, serem nossas. Isso pode acontecer enquanto estamos projetados à noite e podemos acordar com novas ideias sem perceber de onde vêm (deve ser por isto que as pessoas, muitas vezes, gostam de “dormir sobre as coisas”). Também pode acontecer enquanto estamos acordados. A maioria de nós não está consciente das consciências não-físicas que nos cercam em todos os momentos e "sussurram algo em nosso ouvido" (telepaticamente). Tais ideias “plantadas em nossa mente” podem ser negativas e intrusivas, mas também podem ser positivas e assistenciais, como quando uma pessoa deprimida, de repente, vislumbra uma nova perspectiva mental de possibilidades e de futuro, que remove a neblina da depressão e incute uma nova esperança e otimismo. "Amparadores" (serenos, maduros, evoluídos, seres lúcidos e não-físicos) podem semear grandes sementes de inspiração e produtividade evolutiva.

Eu gostei muito do filme “A Origem”, mas o mundo real da consciência multidimensional é muito mais elaborado e complexo do que o das paisagens oníricas retratadas no filme. Ainda aguardo um cineasta que realmente o aborde com profundidade.

Kim McCaul é voluntário e professor da IAC em Adelaide, Austrália. É pesquisador da Conscienciologia desde 1997. Kim é antropólogo e trabalha na área aplicada a assuntos aborígenes australianos.
Traduzido por Paula Souza (Voluntária IAC – Lisboa)