Thursday, August 9, 2012

Decisões, Decisões…

Por Jack Grabon – IAC Nova Iorque

Ainda que possa parecer irónico, as listas pretas e brancas das zebras servem sem dúvida como camuflagem.

Uma vez que elas geralmente viajam juntas em grande número, os seus principais predadores, os leões, muitas vezes não podem escolher uma zebra dentro de uma manada e são em vez disso confundidos por um jogo hipnótico de cores em frente deles. Deste modo, eles adiam a sua perseguição até poderem distinguir claramente uma única zebra.  

Por incrível que pareça, este dilema é facilmente traduzido dentro da área de decisão tomada.

Como um leão esfomeado à frente de uma manada de zebras, quantas vezes tens tomado uma decisão somente por está sobrecarregado de um aparente conjunto de escolha sem fim? Ou foram confrontados com a intimidante tarefa de tentar pesar com sucesso numerosas considerações, umas contra as outras?
Talvez “sentado em cima do muro” e abster-se de tomar qualquer decisão seja qual for em tal situação, esperando que as coisas fiquem mais claras com o tempo. Na viragem, ambos esquerda ou direita na notória “bifurcação na estrada”, permanecendo indeciso na bifurcação, indubitavelmente inseres uma terceira escolha, que é de todo não tomar activamente uma decisão. Isto lembra-me uma velha canção que diz “se tu escolheste não decidir, tu ainda assim fizeste uma escolha”.

Ainda que a indecisão possa parecer como uma aposta mais segura quando confrontada com uma chance evidente de 50% de tomar uma má decisão, o crescimento pessoal é largamente sacrificado e, assim, pode resultar uma grave estagnação. Em acréscimo, o valioso feedback perdeu-se. O feedback pode reforçar uma boa decisão e conduzir para uma melhoria do mesmo, ao passo que melhora a tomada de decisão e provoca a aprendizagem depois de uma má decisão. De um modo suficiente, a indecisão serve um propósito mais profundo, contudo imperfeito. Pode eficazmente mascarar sentimentos, tais como a ansiedade ou a apatia e/ou impedir-nos de aceitar a responsabilidade por decisões que nós podemos fazer erroneamente. E mais, em casos extremos, isto pode desenvolver regularmente um medo de tomar decisões de modo geral, i.e. decidofobia.

Então depois como vai superar esta tendência a adiar decisões? Primeiro de tudo, pode ser útil reflectir sobre as potenciais consequências de não activamente fazer uma escolha. Pergunta a ti próprio: quanto tempo, dinheiro, energia, oportunidade, assistência, etc. será desperdiçado por não ter tomado tal decisão? Isto é no teu melhor interesse, outras consciências (ambas intrafísicas e extrafisicas), e um bem maior? É também imperativo contemplar a pior coisa que podia acontecer se tomar a decisão errada. São as consequências realmente graves? Estes são os factores que necessitam ser considerados quando se enfrenta uma decisão.

Jack Grabon é um voluntário junto IAC Nova Iorque.

Publicado no Fall2008 e boletim:


Traduzido por Rosa Teixeira (Voluntária IAC – Lisboa)

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