Friday, September 14, 2012

EFC e superação do medo e a sua influência política


Jeff Greenberg, professor de psicologia na Universidade do Arizona, Sheldon Solomon (Colégio Skidmore) e Tom Pyszczynski (Universidade do Colorado, Colorado Springs) são os criadores da Teoria da Gestão do Medo, que ajuda a explicar porque as pessoas reagem da forma como reagem ao prenúncio da morte, e como esta reacção influencia as suas emoções e cognições perante o pós-prenúncio. Esta pesquisa, apresentada em Dezembro de 2004 no Journal Psychological Science, sugere que o prenúncio de morte aumenta a procura de líderes carismáticos devido à necessidade de conforto psicológico.

Os cientistas pediram a um conjunto de pessoas para pensarem sobre a sua própria morte ou sobre um tema de controlo, em seguida eram dadas a ler declarações de campanha de três hipotéticos candidatos politicos: um carismático, um orientado para objectivos e outro orientado para relações. Quando focados nos pensamentos sobre a morte, houve um aumento de quase 800 por cento na preferência pelo líder de estilo carismático.

Um estudo semelhante elaborado por Solomon e Landau, publicado em Setembro de 2004 no Personality and Social Science Bulletin indica que a lembrança da morte ou de terrorismo aumenta o apoio aos líderes e suas políticas. De acordo com Solomon, "O ímpeto original para esta pesquisa foi estudar como as preferências políticas das pessoas mudam em função do seu estado psicológico. Lembro-me da noção de Freud de que nós precisamos tornar consciente o inconsciente. A nossa pesquisa mostra que os pensamentos inconscientes sobre a morte podem ter um grande efeito sobre as escolhas políticas das pessoas."

De acordo com estes estudos, repetidas mensagens relacionadas com a morte pode ser uma estratégia eleitoral eficaz para os líderes que enfatizam a grandeza da sua própria nação e a necessidade de erradicar ameaças exteriores - uma vitória heróica e patriótica sobre os inimigos dos valores de uma nação e do seu modo de vida. Eles enfatizam a importância da necessidade de monitorizar os candidatos que capitalizam o alarmismo e usam a racionalidade deles para harmonizar as reações emocionais das pessoas. Mas há algo que podemos fazer sobre o medo da própria morte, que é a fonte dessa vulnerabilidade à manipulação política e coerção?

O medo da morte pode ser resultado da presença e certeza da morte e da incerteza do que se segue, já que ninguém retorna para contar a história. No entanto, a maioria das pessoas que tiveram experiências de quase-morte perderam o medo da morte e passaram por uma série de outras transformações comportamentais positivas. Mas ninguém em perfeita consciência iria intencionalmente sujeitar-se a situações potencialmente desencadeadoras de EQM, acidentes de carro, choques elétricos, afogamentos e outros acidentes. As pessoas têm a capacidade de intencionalmente produzir experiências fora do corpo (OBE) conscientes, aplicando consistentemente técnicas psicologicamente saudáveis ​​ou bioenergéticas (relacionada ao controle do chi). A OBE permite visualizar temporariamente a dimensão não-física (espiritual) de onde viemos e que visitamos durante a noite - a maioria inconscientemente - e para onde vamos, eventualmente voltar. Ambas as experiências capacitam o indivíduo a substituir a crença na vida após a morte com conhecimento real.

Artigo escrito por Nelson Abreu, IAC Miami

Traduzido por Carlos Isaac (Voluntário IAC – Lisboa)

No comments:

Post a Comment