Saturday, October 27, 2012

Vivendo Tempos Desafiadores: Como o conhecimento multidimensional pode ajudar


Este artigo foi originalmente publicado na revista VOICE em Tóquio, Japão em 2011.

Por Nanci Trivellato
Pesquisadora da IAC

Não é segredo que o mundo hoje está a atravessar uma situação financeira incerta. A economia está a responder a um número de ações (ou falta delas) realizadas pelos líderes mundiais e empresários e, como é sabido, os problemas políticos e económicos tendem a afetar muito as nossas vidas.

Esta condição lembra-nos uma característica principal dos nossos tempos modernos: a interligação planetária. Se não fossem os sistemas globais de comunicação e a interdependência das nações do mundo, o problema económico de um país (ou de alguns países) não se teria alastrado, numa reação em cadeia, pela maior parte dos países do planeta conforme se verificou.

Os satélites e a internet são, em parte, responsáveis por espalharem o sentimento de incerteza e ansiedade que podemos sentir, neste contexto de crise económica. Contudo, olhando pelo lado positivo, estas tecnologias são uma benção! Estas mesmas ferramentas podem tornar-nos menos egoístas ao permitir-nos saber o que está a acontecer no mundo, portanto, tornando-nos mais universalistas. Podem, também, ser utilizadas para criar reações positivas em cadeia por todo o planeta.

Contudo, o que a maior parte das pessoas se esquece de tomar em consideração neste “sentimento de crise” é o facto desta situação ser agravada, até um certo ponto, pelo contágio das auras das pessoas, que reflete o seu estado físico, emocional e bioenergético.
Este contágio é causado pela troca natural e contínua de bionergias (chi, prana, energia subtil) pela qual cada um de nós é submetido diariamente. Neste processo de doar e receber energias (para e de outras pessoas, locais e objetos) as nossas auras recebem energias com informação impressa. Facilmente se compreende que as nossas tensões internas e incertezas podem ser, rapidamente, amplificadas através de contaminação, sobretudo da ansiedade e medo de quem está ao nosso redor ou entra em contacto connosco. O intercâmbio deste tipo de energias causa um “loop” ou círculo vicioso que continua a piorar a situação. Este mecanismo é ainda mais forte em áreas de alta densidade populacional.

É importante, então, compreendermos o contágio energético e saber como deveremos fazer a nossa proteção e limpeza bioenergética. Ao mantermos o equilíbrio, não só saímos do processo retroalimentativo da ansiedade mas, também, contribuímos para tornar a situação melhor, uma vez que não embarcamos em sentimentos que não têm fundamento ou são inúteis, isto é ajudamos a quebrar esse mesmo círculo vicioso.
 
O QUE MAIS IMPORTA NA VIDA

Com o ritmo acelerado e a complexidade da vida moderna é fácil esquecer quem realmente somos e qual o nosso propósito nesta vida. Existimos na dimensão física por uma razão. O facto de descobrirmos as razões para estarmos aqui, confere sentido às nossas vidas, bem como metas para cumprir, o que, por outro lado, nos torna mais felizes e mais autoconfiantes.

Temos poucas certezas nesta vida. Muito embora possa parecer paradoxal, uma delas é o facto de que todos iremos morrer. A morte do corpo físico e, portanto, desta vida presente, é a realidade que todos encontrarão mais à frente. Mas isto não é necessariamente mau. Deixar esta vida é uma coisa boa quando sabemos dentro de nós que concretizámos o que viemos cá fazer. Noutras palavras, quando completamos aquilo a que nos comprometemos fazer nesta existência, sentimo-nos preparados para retornar à dimensão não física onde pertencemos. Contudo, morrer antes de completar aquilo a que nos comprometemos fazer nesta vida não é o ideal, uma vez que, provavelmente, iremos arrepender-nos de alguns aspetos das nossas vidas, dos falhanços na concretização de alguns objetivos.

Atingir uma sensação de tranquilidade e “paz de espírito” e levá-la connosco para as nossas próximas vidas (e períodos entre vidas) é a maior e mais gratificante realização que alguém pode ter. Adquirimos esta sensação de paz, principalmente, através do conhecimento das tarefas que assumimos fazer antes de nascermos e de saber que estamos a trabalhar no sentido de as cumprir durante esta vida. Este conjunto de tarefas e compromissos implica aplicarmos as nossas habilidades mais evoluídas. Estas tarefas foram planeadas para nos ajudar a equilibrar a nossa conta cármica (o balanço entre as nossas ações evolutivamente positivas, negativas e as omissões das vidas anteriores) e tornar o mundo um lugar melhor. A este “plano de tarefas” que temos de cumprir nesta vida dá-se o nome de: Programação Existencial.
A nossa Programação Existencial é, afinal, a razão real pela qual viemos para este planeta (plano físico) e é o que mais interessa na nossa vida.

REFLEXO EXTERNO DO NOSSO ESTADO INTERIOR

Quer tenhamos ou não consciência disso, as nossas características e a forma como nos sentimos acerca de nós próprios e das nossas vidas, intervém e reflete-se nas nossas bioenergias (na nossa aura e energias subtis). Normalmente, as pessoas não vêm estas energias, mas sentem-nas e interagem com elas de forma negativa ou positiva. Este processo natural afeta diretamente as situações à nossa volta e a nossa comunicação. Assim, se melhorarmos a nossa condição interna e desenvolvermos uma motivação legítima, otimismo e equilíbrio, isso irá refletir-se na imagem que os outros têm de nós e irá criar sincronicidades positivas.
Outro aspeto que contribui para o estabelecimento da imagem que os outros têm de nós e em trazer sincronicidades é a nossa condição cármica. O que fizemos nas nossas vidas anteriores e as ligações energéticas que construímos com pessoas e episódios históricos estão igualmente impressos nas nossas bioenergias. Por esta razão, é importante ter a noção de que a compreensão do processo evolutivo e o facto de sabermos equilibrar as nossas energias pode contribuir tremendamente para acelerar a limpeza das nossas dívidas e obrigações cármicas.

Neste sentido, estudos ou programas que ajudem a esclarecer a natureza da nossa existência multiexistencial proporcionando meios para descobrirmos, experimentando em primeira-mão, que somos mais do que apenas um corpo físico; também nos podem ajudar a compreender a base para o planeamento da nossa programação existencial. Assim, contribuem para alcançarmos um estado interno mais equilibrado, desenvolver a nossa confiança no que queremos fazer e porquê.


Um exemplo pelo meio do qual tal esclarecimento pode ser alcançado é através do conhecimento e treino oferecido nas aulas do Curso de Desenvolvimento da Consciência da Academia Internacional da Consciência (IAC – International Academy of Consciousness). Neste curso, a análise profunda do desenvolvimento bioenergético e pessoal, assim como o debate sobre as técnicas bioenergéticas e perceções psíquicas pode ajudá-lo(a) a tornar-se mais equilibrado, centrado, vitalizado e genuinamente mais positivo. Neste curso também se fala de “intoxicação energética” e de “intrusão de pensamentos, sentimentos e energias” que certas pessoas nos fazem. Quando falamos acerca de energias intrusivas não nos referimos apenas à intrusão exercida sobre nós por pessoas vivas com quem tenhamos alguma espécie de relação. Também nos referimos às pessoas não físicas – isto é indivíduos que já morreram mas que, por alguma razão, ainda gravitam nas energias densas do planeta e que podem interferir nas nossas bioenergias, por vezes, de forma prejudicial. Esta interferência é chamada de “assédio consciencial” e aprender como lidar com isso pode ser um passo importante na implementação de uma maior autonomia, maturidade e sensação de bem-estar nas nossas vidas.


Depois de aprendermos técnicas para fazer o desassédio e limpar as nossas bioenergias, tornamo-nos menos suscetíveis ao efeito de energias negativas, e assim, evitamos sofrer a ansiedade e outro tipo de emoções doentias de outros.
Este conhecimento traz-nos profundas vantagens enquanto consciências, uma vez que modifica a nossa atitude mental e deixa-nos com maior controlo sobre as nossas vidas. Ficando com um maior discernimento e mais equilibrados, ficamos, também, mais habilitados a lidar com os problemas, tempos difíceis e crises na vida.


VERIFICAÇÃO DA REALIDADE

A Humanidade tem passado por bastante. Só precisamos de estudar um pouco de História para perceber o grande número de situações difíceis que as pessoas deste planeta já experimentou ou infligiu noutros. Como humanos podemos sentir-nos tristes pelos erros da Humanidade, no entanto, podemos escolher aprender com esses erros para que não os repitamos.

Como consciências individuais, enfrentámos nas nossas vidas anteriores problemas muito maiores do que os que enfrentamos na nossa atual existência. Experimentámos uma tristeza muito mais profunda do que aquela que temos nos nossos dias e vivemos situações onde éramos realmente impotentes para agir e incapazes de fazer qualquer coisa para ajudar a mudar a situação onde nos encontrávamos.

Hoje, o leitor deste artigo, tem a liberdade para ler, falar e encontrar informação sobre o que lhe diz respeito e pode gozar de liberdade de movimento (o direito e a possibilidade de viajar e mover-se). Comparado com aquilo que já passámos em vidas anteriores, a situação económica e política que vivemos agora neste país é muito mais fácil de ultrapassar e mais tolerável para nós, como indivíduos, do que aquelas do passado – embora estejamos ainda a aprender como lidar com essas mudanças e com os novos desafios que enfrentamos agora.
A maior parte das pessoas que tem acesso a este artigo e o compreende, tem condições para decidir como quer passar o tempo, dinheiro e energias. Claro que a capacidade de escolha traz responsabilidade e dúvidas! Mas vamos lembrar-nos que em regiões menos afortunadas do planeta, existem pessoas que não têm a escolha de se estudarem a si próprias, de tentar melhorar o seu equilíbrio e sabedoria interior, nem têm apoio do governo. Se as pessoas soubessem mais acerca dos casos de muitas pessoas deste planeta, sentir-se-iam envergonhadas por reclamarem das suas vidas.

PAZ INTERIOR versus CONDIÇÃO EXTERNA

Tendo em conta o nosso nível evolutivo e lucidez, bem como as pressões do dia a dia, não é surpreendente que a tranquilidade interior seja uma qualidade rara.
A harmonia e a paz interior são tesouros para serem estimados. No entanto, uma sensação mais sólida e permanente de serenidade é, normalmente, experimentada por aqueles que estão certos que estão a alcançar o que se propuseram fazer como parte das suas Programações Existenciais. Normalmente, sentimo-nos completa e verdadeiramente “felizes” (preenchidos internamente) quando sabemos que estamos a realizar o papel concebido para esta vida.

Quando estamos na direção correta da nossa Programação Existencial, estamos também a melhorar a nossa maturidade e equilíbrio interior de uma maneira tangível. Não há maior sensação de cumprimento do que saber que estamos a alcançar as nossas metas evolutivas (e a ajudar outros a alcançá-las também). Isto acontece porque completar a nossa programação existencial requer que tenhamos que lidar e ultrapassar as nossas próprias limitações como consciências. Assim, somos compelidos a melhorar através de ações concretas, não apenas pela via dos desejos, aparências ou palavras vazias.

Na realidade, sem nos tornarmos mais sábios por dentro e alcançarmos uma maior evolução, apenas atingimos uma satisfação temporária, o que nos pode dar algum prazer e relaxamento, mas, analisando mais profundamente, deixa-nos, ainda, insatisfeitos. Isto é parte da razão porque pessoas, aparentemente cheias de sucesso em termos materiais, vivem em profunda infelicidade, construindo castelos de areia para as suas vidas e, muitas vezes, criando dependências, relacionamentos pobres, ou outros mecanismos de fuga.

TRANSFORMAR CRISES EM ALGO POSITIVO

De forma a ter uma perspetiva global da situação, precisamos de examinar a “condição humana”. Alguns instintos humanos naturais e reações comuns ocorrem em algumas situações, revelando tendências e padrões. Por exemplo, os humanos têm a tendência para estagnar quando as condições são estáveis e previsíveis. Em condições de segurança as pessoas fazem menos, provavelmente como um mecanismo instintivo para “poupar energia”. Por outro lado, situações de crise estimulam a criatividade, inovação e adaptação. A crise também encoraja novas relações e incentiva as pessoas a arriscar mais, a estar abertas a novas experiências e a abrir novas fronteiras. Por outras palavras: a crise ajuda a promover a evolução.

Tendo dito isto, vale a pena recordar que a atual crise financeira é, por um lado, suficientemente real relativamente ao efeito que tem sobre a segurança das economias mundiais e do bem estar e sustento de milhões, mas, por outro lado, infundada, na medida em que é, basicamente, desencadeada pela sede de ganhos fáceis e rápidos por parte de alguns, impulsionada por medo e insegurança. Nesta perspetiva, isto é uma crise de ética e não económica.

Ter o domínio bioenergético, vai ajudar-nos a trazer de dentro de nós a força que acumulámos das experiências das nossas vidas anteriores e a lidar com os nossos conflitos e dificuldades. A combinação dos exercícios energéticos conscientes com uma postura mais lúcida perante a vida pode impulsionar o crescimento interior bem como o equilíbrio interno. Esta condição de sapiência e serenidade é aquilo que nós chamamos de “maturidade consciencial”, um dos mais importantes tópicos de estudo dos cursos da IAC.

ÉTICA EM ESTUDOS ESPIRITUAIS

Durante tempos difíceis, há sempre pessoas que tentam explorar a fragilidade de outras. Infelizmente, isto é verdade mesmo na chamada área “espiritual e psíquica”. Vale a pena lembrar que ninguém pode prometer “curar tudo e mais alguma coisa”. Também, ninguém pode prometer encontrar um trabalho ou garantir a sua permanência (pelo menos não pelas vias éticas). Ninguém pode prometer “felicidade” independentemente da condição da pessoa, nem podem garantir ver todos os aspetos da vida da pessoa ou de vidas passadas. Se fosse possível prometer ou garantir tais resultados, os problemas do mundo e a crise financeira seriam resolvidos!
Realisticamente, apenas podemos oferecer ferramentas para ajudar as pessoas na sua progressão individual, de acordo com o seu potencial.

Então, como podem os estudos realizados pela IAC sobre a realidade multidimensional, ajudar?

O que a IAC apresenta é uma série de aulas bastante completas, bem desenvolvidas e fundamentadas onde é apresentado aos alunos um conhecimento ético e coerente direcionado unicamente para ajudá-los a perceber quem realmente são (através das suas experiências extramundanas) e a evoluir mais rápido.

Um tópico importante de discussão em todas as aulas da IAC é a Cosmoética, que é uma espécie de ética que se reflete para além da vida física e é aplicável mesmo quando morremos. Os estudos da IAC são conduzidos de acordo com os princípios mais cosmoéticos possíveis. Em cada Centro Educacional da IAC, em vários países do mundo, há um poster que diz: “Não acredite em nada, nem mesmo no que ouvir aqui. Investigue e tenha as suas próprias experiências.”

Na mesma linha, outro aspeto importante no trabalho da IAC é o seu esforço para educar as pessoas no sentido de atingirem o domínio das suas próprias bioenergias e perceções extrasensoriais. Para conseguir isso, a IAC ensina várias técnicas e explica em detalhes os mecanismos de autocontrolo energético e lucidez psíquica. Cada estudante aplica as técnicas de acordo com a sua própria decisão, capacidade e vontade. Todos beneficiam em aprender formas de tomar conta do seu próprio equilíbrio energético que pode ser alcançado (e deve ser alcançado), sem se tornar dependente de um “guru” ou “curador”. A manutenção pessoal do equilíbrio bioenergético permite que os estudantes influenciem o seu percurso evolutivo. Essa é a missão da IAC: favorecer o autodomínio e a evolução pessoal.

Se está à procura de aprender e saber mais acerca do lado da vida não físico e multidimensional e acerca de programação existencial, bioenergias e fenómenos psíquicos, por favor tenha a certeza que encontra uma escola respeitável e de confiança. O conhecimento certo cria confiança e pensamento livre enquanto equívocos podem gerar medo e dependência.


Se quiser ter mais informação sobre o trabalho da IAC, a sua filosofia e o programa educacional, por favor contacte o centro educacional mais próximo ou visite: www.iacworld.org.

Mestre Nanci Trivellato, é investigadora e professora de conscienciologia e projecciologia desde 1992. Atualmente é Diretora do Departamento de Pesquisa e Comunicação Científica da IAC. Lecionou conferências em 14 países, na América, Europa e Ásia e é a fundadora da revista científica “Journal of Conscientiology” e Editora-chefe desde 1998. Apresenta pesquisa nas áreas de despertologia, energometria, holocarmalidade, parapercepciologia e projecciologia. Muitos dos resultados destes estudos foram apresentados internacionalmente em congressos e conferências da Conscienciologia e outras áreas do conhecimento humano. Trivellato foi a vencedora do Prémio Global da IAC para Contribuições Científicas à Conscienciologia com o seu estudo sobre Estado Vibracional.



Thursday, October 4, 2012

Conta Pessoal: Exercício da Experiência Fora-do-corpo



Michael Lydon, IAC Nova York

Noite de Sábado, 21 de janeiro/ Manhã de Domingo, 22 de janeiro de 2012

Estive a trabalhar a energia durante todo o dia, especialmente, exercícios para relaxar a respiração e qualquer tensão física. Entrei num transe de cura, onde senti uma intensa mudança do nível de energia quando um profundo desbloqueio ocorreu. À noite, usei uma técnica modificada da meditação Zen para diminuir todos os meus pensamentos e focar num alvo projetivo.



A técnica original implica contar até 10 sem ter outros pensamentos para além dos próprios números. Cada número corresponde a um inspirar / expirar. Assim, por exemplo,


• Inspire, expire - "um"
• Inspire, expire - "dois"
• Etc.



No entanto, se a pessoa tiver apenas um pensamento para além dos números (por exemplo:"fantástico, cheguei ao três"), tem que começar tudo de novo. A ideia é conseguir chegar a 10 e, nessa altura, começar de novo. Este exercício é apenas para ajudar a acalmar a mente.

Bom, eu modifiquei este exercício ao pensar na projeção para a dimensão mentalsomática, e incluí a repetição da frase "Vou-me projetar para a dimensão mentalsomática”. Fui dizendo esta frase, mantendo o mesmo padrão de respiração (inspirar, expirar), mantendo o meu foco e contando até 10. Se me distraía por um segundo pensamento, começava tudo de novo. Só de evocar a ideia, comecei a sentir uma desconexão do fluxo habitual de pensamentos e preocupações e começou a ocorrer uma corrente sutil ascendente de energia, com o meu centro de consciência movendo-se para os chakras na cabeça. Infelizmente, distraí-me por sentir necessidade de ir ao banheiro, e também, por ter tido um pensamento sobre a necessidade de trocar um parafuso da porta. 



Quando voltei, a mesma técnica parecia não funcionar. Aquela pequena caminhada ao redor pareceu suscitar um monte de pensamentos, ou talvez, apenas, eu não estivesse, no "espaço mental" que estava anteriormente. Então, tentei uma técnica diferente - outra repetição verbal ou técnica mantra com um padrão semelhante.


A minha ideia era acalmar a minha mente e ao mesmo tempo usar uma técnica de projeção. Para fazer isso usei o seguinte:

1. Concentre-se na respiração, e remova qualquer ideia, consciente ou inconsciente, de tentar controlar a respiração (por meio de tensões mentais inconscientes). Então, deixe a respiração relaxar e acontecer naturalmente. (Notei que a minha respiração se tornou superficial, rítmica e contínua, como se o movimento de entrada e saída fossem parte de um fluxo contínuo).

2. Use o seguinte mantra: ".Que este corpo, este energossoma, este psicossoma e este mentalsoma, sejam usados apenas para fazer assistência"

3. Este mantra deve ser dito nos intervalos seguintes:

a. Inspiração: que este
b. Expiração: corpo
c. Inspiração:este
d. Expiração:energossoma
e. Inspiração: este
f.  Expiração: psicossoma
g. Inspiração: e este
h. Expiração: mentalsoma
i.  Inspiração: sejam usados apenas
j.  Expiração: para fazer assistência
k. (repetição)

4. Com cada utilização da palavra "corpo", "energosoma", "psicossoma", "mentalsoma" e "assistência", tentei sentir as qualidades daquela palavra, ou simplesmente, perceber o que a palavra me evocava em termos de sensações, sentimentos e repercussões energéticas.


Sempre que minha respiração se tornava tensa (como se eu estivesse a tentar controlá-la), eu relaxava novamente até que se tornou natural e, então, começou o mantra novamente. Consegui sentir uma considerável quantidade de energia deslocando-se internamente antes de adormecer.

Experiência.

Depois de passar por alguns sonhos, fiquei mais lúcido e encontro-me, de repente, num centro (talvez um centro de educação), que parece ser um prédio. O centro parece ser muito antigo (como se tivesse sido construído há muito tempo). É construído do que parece ser gesso liso (embora, aparentemente, mais robusto do que gesso - talvez como um estuque liso) que foi pintado com laranja quente e cores vermelhas. Reparei que em toda a área circundante estavam plantadas orquídeas. A área estava decorada com estátuas de pedra com piscinas de água à sua frente emolduradas pelo mesmo material e havia videiras a crescer em várias partes do complexo. Havia vasos com orquídeas colocados de uma forma decorativa no chão perto das paredes e, também, nas próprias paredes, em algumas zonas. Percebo-me a ser conduzido por uma mulher pelas instalações e que nos estamos a preparar para uma reunião. Eu não lhe disse nada a ela, nem ela a mim. Toda a comunicação foi, de alguma forma, simplesmente "entendida".

Nessa altura pergunto-me se isto é um sonho ou uma projeção, e penso que, se é um sonho, o ambiente, (ou seja, o cenário do fundo) provavelmente, vai mudar. Caminho por uma área aberta, contorno um canto e entro numa alcova com paredes de pedra. O meu guia (uma mulher) quer mostrar-me algo. Ela ajoelhou-se, focando, por alguns momentos, numa orquídea que estava no chão, à sua frente, e a flor transforma-se, espontaneamente, numa borboleta, que bate as asas e tremulamente se distancia. Fiquei maravilhado com o facto dela ter sido capaz de transformar uma forma de vida noutra, ou, pelo menos, criar um morfopensene (forma de pensamento) tão complexo como uma borboleta a partir de algo (comparativamente mais simples) como uma orquídea.

Volto para a área principal, ainda seguindo o meu "guia turístico", e noto que esta experiência já está a acontecer há algum tempo. Concentro-me em manter a frequência, de modo a continuar lúcido e aprender aquilo que estou destinado a aprender lá. Noto que o “layout” do prédio parece estar intacto, o que me diz que a experiência é, provavelmente, uma projeção.

Decidir testar como o meio ambiente responde ao pensamento, e, assim, voltei-me para uma das estátuas com a piscina de água debaixo dela. Estendo a minha mão esquerda e começo a exteriorizar energia para a água e a água começa a agitar-se e a subir - não deixou de correr, mas começou a sair para fora da piscina como se estivesse a ser puxada por uma força magnética. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa significativa com a água, sinto a mão de uma mulher a segurar o meu pulso. Ela emitiu um pensene não-verbal que foi claramente na linha do "não fazer isso." Não era o meu guia, mas outro guarda do prédio. Obedeci, percebendo que o que eu estava a fazer era, de alguma forma, prejudicial para o ambiente.

Continuei à espera ali para a reunião que nós iríamos ter e lembro-me vagamente de virem algumas pessoas juntas e, então, (infelizmente) perdi a lucidez e não me lembro o que aconteceu depois disso.

Acordei e pensei que, se isto tivesse sido um sonho, provavelmente, não teria produzido um estado vibracional. Notei que o núcleo interno do meu corpo estava a vibrar com a eletricidade que estava a fluir para cima no interior do canal central (perto da coluna) em direção ao cérebro. Foi um estado vibracional sutil e, quanto mais eu me concentrava nele, mais forte se tornou, até que voltei a dormir. Isto é uma confirmação provável de que tinha tido uma projeção. Não me lembro de nenhum sonho ou projeções depois.

Comentário.

Depois de ler a experiência de Robert Bruce com projeções vs sonhos lúcidos, neste momento questiono mais o facto da minha experiência ter sido um sonho ou uma projeção. Na experiência de Bruce (no seu livro Dynamics Astral), ele vai a um centro Comercial, altamente prejudicial para o meio ambiente, e as pessoas comportam-se como autômatos que não respondem ao que ele está a fazer. A sua hipótese é que estas experiências são projeções da sua mente inconsciente.

Não penso que este ambiente tenha sido uma projeção da minha mente inconsciente, uma vez que não é característico de mim ou da minha imaginação "inventar" um lugar assim.

O facto de haver:
• Guias turísticos lúcidos
• A demonstração de complexas criações morfopensénicas
• Comunicação não-verbal
• A antecipação de uma reunião
• Um razoável grau de lucidez (pelo menos 60%), com pensamento racional, sendo 80%, o nível do estado normal de vigília
• "Regras" do ambiente
• Um estado vibracional subsequente, após a experiência
• Tudo me leva a crer que isto foi, realmente, uma projeção.


Não sei o que aconteceu durante a reunião, ou se foi realizada alguma assistência (para o meu alvo mental), mas estou muito grato por esta experiência e gostaria de visitar este ambiente novamente, se possível.

Com o meu nível de lucidez, claramente de um nível inferior do que a dos seres daquele lugar, provavelmente eu parecia uma pessoa embriagada, ou alguém que estava mentalmente intoxicado com as energias da vida física. Eu imagino que é isso que um monte de projetores semiconscientes ou não lúcidos parecem para os seres não físicos mais conscientes. Parece haver uma correlação direta com o próprio nível de desbloqueio energético e a experiência de projeções prolongadas com a consciência mais sutil e rarefeita. Quando o nosso padrão energético se torna menos terrestre e mais extrafísico, estamos mentalmente mais "limpos" quando chegamos a uma dimensão não física.

Esta não foi a primeira vez que eu tentei mudar um ambiente com energia e atraí a atenção das “autoridades” .Na verdade, isso aconteceu numa das minhas projeções mais recentes, onde duas mulheres me pediram para ir com elas depois de ter feito um vaso de plantas desaparecer. Mas, às vezes, as autoridades não são tão agradáveis. Nesta projeção uma mulher gentilmente, mas firmemente agarrou o meu pulso, mas noutra projeção que me recordo, onde fiz  desaparecer uma mesa, um “oficial” do ambiente apunhalou-me com um garfo, sabendo que isso me faria voltar ao corpo. Não posso culpá-lo por fazer isso, eu é que estava a perturbar o paradigma de todos.

Após esta projeção, resolvi parar de testar ambientes energicamente para verificar se eles são "reais", uma vez que, muitas vezes, parece ter um efeito perturbador. O que eu sinto é que, no futuro, deverei, apenas, focar-me no que estou destinado a fazer ou aprender enquanto lá estou e ver o que daí advém.

Michael Lydon é um voluntário e um pesquisador da IAC Nova York desde 2002