Saturday, December 15, 2012

Contaminação energética ou psicológica




Adaptado por Nelson Abreu a partir de uma obra escrita por Nanci Trivellato

Entre os tópicos menos bem compreendidos no âmbito dos estudos médicos e comportamentais consiste na tão chamada contaminação psicológica, isto é, a transmissão de atitudes através da influência mental ou o reflexo da imitação. Apesar deste processo ser muito bem conhecido entre psiquiatras, psicólogos e sociólogos, muitos destes profissionais não têm em consideração o aspecto bioenergético.

Já deve ter observado que quando uma pessoa boceja, espirra, ri ou chora, os outros que se encontram na mesma divisão podem seguir o mesmo comportamento. Este efeito é mais poderoso em grandes multidões, como um evento desportivo ou de entretenimento ao vivo, onde os indivíduos poderão sentir um nível de emoção pouco usual e centenas a milhares de pessoas, simultaneamente, riem, choram ou sentem-se conectados com o mesmo artista ou atleta. Outro exemplo pode ser encontrado em eventos políticos polémicos, onde uma pequena briga pode propagar para uma situação caótica, dando lugar a actos de vandalismo e até linchamento, envolvendo pessoas que, na sua essência, são pacíficas.

O ajuntamento e o respectivo pensamento colectivo, ou a influência da respectiva cultura na intelectualidade de um indivíduo tem-se tornado parte do nosso léxico. O rapport emocional ou afectivo pode também desempenhar um papel na contaminação psicológica ou energética. O caso típico de um rapport afectivo é evidente quando a mãe sente que a filha não se está a sentir bem na escola e está a invocar a sua ajuda. O exemplo mais objectivo pode ser encontrado no trabalho desenvolvido pelo laboratório de pesquisa de anomalias de Princeton, que descobriu que os casais funcionam melhor em percepção remota e nos estudos sobre a Humano-Máquina interacção anómala.

Quando está perto de diferentes grupos age com menor autenticidade ou exibe determinado tipo de comportamento?

O crítico Noam Chomski cunhou a expressão “auto-defesa intelectual”, referindo-se ao pensamento livre e crítico, sem ser ingénuo ou preguiçoso ao analisar os “fatos” em si e a história por detrás dos mesmos, que não a versão do mundo, contada pela família, os media, religião, o governo, etc.

Este fenómeno está relacionado com o acoplamento áurico, isto é, a fusão temporária de auras (ou energias) das pessoas. Esta condição permite uma transferência de bioenergias natural, espontânea e instantânea. Apesar de alguém poder não perceber que a transferência ocorreu, isso não impede de ser afectado pelo padrão de emoções, sensações ou ideias de outra pessoa ou grupo.

Sem qualquer dúvida, é imperativo que compreendamos que, mesmo à distância, estamos constantemente a trocar energias com pessoas e lugares. Esta conexão pode intensificar-se, com impacto no nosso campo energético e que pode desembocar em reacções mentais, emocionais ou mesmo psicológicas.

Quanto mais lúcidos formos, no que diz respeito às nossas próprias energias, maior será a nossa lucidez na detecção do nosso acoplamento áurico com outras pessoas – físico ou não físico, saudável ou patológico – permitindo-nos, sempre que necessário, efectuar a necessária limpeza e defesa.

Com muita frequência, nós alimentamo-nos de ideias dispensáveis que, muitas vezes, têm as suas raízes em emoções reprimidas ou bloqueios energéticos, impedindo o fluxo daquelas mais evoluídas. Contudo, nós podemos treinar para limpar o nosso “lixo mental” e proteger ou isolarmo-nos da “poluição consciencial” do ambiente, através da lucidez e do controlo intencional das energias.

Com o tempo, as pessoas poderão aperceber-se que o pensamento é acção e que quando invocamos os outros – quer seja através de uma fantasia sexual ou rememoração de uma discussão – nós estabelecemos uma conexão energética com os mesmos. Nós podemos aprender a identificar estas interacções e decidir se são ou não saudáveis.

Às vezes, podemos querer conectar com alguém que tem um padrão doentio, doar-lhe energias e depois desconectar. Esta situação é totalmente diferente daquela em que se é sugado contra a vontade própria, tal como acontece no caso típico em que um amigo telefona apenas para se queixar. 
Organizações como a IAC são especialistas em treinar indivíduos, para se tornarem mais lúcidos quanto à existência de outras dimensões e para controlar os seus outros corpos: o energossoma ou o holochacra (corpo das energias), o psicossoma (corpo das emoções, corpo astral) e o mentalsoma (corpo do discernimento, ética e sentimento sereno).



Nelson Abreu é professor da IAC, sedeado em Los Angeles, California.
Nanci Trivellato é diretora da IAC, sedeada no Campus da IAC, Portugal.
     

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