Saturday, January 19, 2013

Sincronicidades: Excerto de conversasobre sincronicidades em Gainsville no Seraphim Center


Sincronicidades
Excerto de conversasobre sincronicidades em Gainsville no Seraphim Center

Excerto de uma transcrição de um debate no Seraphim Center, Gainsville, FL com Nelson Abreu perto de 10anos desde as nossas primeiras actividades ali em 2003.

Sincronicidade:

Acções, pessoas que encontra, coisas que vê, ler, coisas que caiem no seu colo do nada, um pensamento que vem à mente, alguma coisa que ouve – tão improvável, tão bizarro, algumas vezes uma série delas. Isto é apenas coincidência?

Audiencia: Eu vivia perto da auto-estrada do Alaska, a 250 milhas da cidade mais próxima. Um dia alguém veio pela auto-estrada trazendo na mão um pedaço de couro gravado com uma inscrição de um templo e ofereceu-mo. Gostei muito até porque eu tinha estado no Nepal. Na semana seguinte, um monge budista aproximou-se e eu nem teria dado por ele, se este não tivesse vindo ao meu encontro. E isto aconteceu-me, porque nós pomos de lado as coisas que valorizamos, tornando-se então muito difícil apercebermo-nos delas. Aconteceu aqui que a gravação inscrita no pedaço de couro era o símbolo do mosteiro e eu era o meio através do qual essa inscrição deveria voltar ao seu lugar de origem.

Estou certo de que muitos de vós já tiveram pelo menos uma sincronicidade que vos fez parar por profundo respeito. Algumas vezes ela parece um sinal que revela “sim, nós vivemos  num mundo material” comoa canção da Polícia que você jogou a alguns minutos antes, “mas o que há mais”. Nós não somos apenas corpos.Isto é um plano, um projecto? Eu penso que sim!

Audiência: “Eu estava na praia, e senti que estaria numa parte em particular. Desenhei
com grande detalhe a paisagem. Duas pessoas caminhavam entre mim e a vista, mas houve alguma coisa neles que me atraíu. Depois deles partirem, acabei o meu desenho e fui passear pelo parque. Vi-os outra vez e então perguntei-lhes se eles gostariam de ver o meu desenho. Eles eram ambos professores de arte na universidade de Jacksonville.  Eles pareceram  gostar e eu senti alguma conexão com eles. Nós andámos toda a tarde. Foi tudo muito agradável, como caminhar juntos.”

Eu fui a uma conferência com alguns outros amigos que estavam também presentes. Nós fomos ao último evento da tarde, o dia antes da nossa apresentação. Então eu pensei
que deveríamos entregar  alguns anúncios.  No momento em que eu disse ao meu amigo para os entregar  às pessoas que ficaram, apontei para um individuo que estava a despedir-se  “como gosto deste individuo que está de saída”. O meu amigo correu para ele quando ele foi para o quarto de banho. Acontece que ele tinha saído apenas por pouco tempo. Quando eu saio corro em direcção a ele outra vez. Ele e a namorada  voltaram no dia seguinte. Ele foi muito forte , fez muitas perguntas e todos nós sentimos que gostaríamos de manter o contato. Esquecemo-nos de trocar contatos.

A conferência acabou, fizémos as malas e apanhámos o nosso carro de aluguer. Nós estávamos tão esfomeados que nos esquecemos da primeira saída da estrada nacional. Eu tinha um pré- sentimento que não havia outra saída de momento, mas não era capaz de avisar o condutor para sair imediatamente, por alguma razão. De certeza, não havia saída por um bom
espaço de tempo. Talvez meia hora depois, havia uma saída com uma estação de metropolitano mas tinha fechado justamente antes de termos chegado.Afortunadamente, havia uma cadeia de restaurantes que uma das minhas amigas tinha experimentado antes e não era má. De qualquermodo nós estávamos tãofamintos. Tínhamos tempo para saborear a nossa refeição.Estávamos prestes a pedir a verificação, euvi alguém sentado de costas muito perto. Eu não podia ver a cara da pessoa cruzada com ele. Aconteceque era o jovem casal da conferência. Eles residiam a duas horas da estrada nacional de Penn State Campus. Nós trocámos contatos e oferecemos-lhes um livro.

Digamos que há alguma coisa importante que você quer estudar para ajudar outros, como o suicídio adolescente. Você arranca em direcção a situações relevantes e de informação, do artigo do jornal no consultório do dentista para o livro que cai da prateleira como se este fosse ao seu encontro. Você apenas começou um negócio mas depois de um tempo o seu dinheiro acabou e você perde a confiança. Uma ideia, uma citação que você leu uma vez, volta à sua mente: “Pessoa que realiza grandes coisas, deve correr grandes riscos”. Você retoma a sua confiança e naquele dia você obtém a sua primeira encomenda.

Até agora, os exemplos têm sido todos agradáveis e “reconfortantes”, mas o que acontece quando decide virar à direita e um poste de iluminação cai na sua cabeça. Quantas vezes caem postes de iluminação e porquê eu tinha de estar naquele local naquela hora? Você teve um sonho desagradável antes do seu voo que parecia predizer uma desgraça, então decidiu no último minuto, não ir. No momento preciso ocompanheiro de voo esqueceu o voo porque adormeceu – um acontecimento raro. Mas os restantes dois amigos foram juntos e morreram em pleno acidente. Porquê? Nós não podemos também ser simplistas acerca disso: “Os últimos mereceram morrer – eles tinham karma! Os primeiros citados, não, eles estão destinados a grandes coisas! ”Como acontecem estas coisas, e porquê?

Algumas coisas são geradas por nós próprios, e muitas não são realmente sincronicidades.
Digamos que você escolhe o seu aniversário, diz 4 / 27: 427 é o seu número. Você começa notando a hora 4:27 o tempo todo. Depois de um tempo, nota que foi subestimada pelo relógio biológico do seu cérebro e você deixou de lhe prestar atenção. No aeroporto, meses mais tarde, é informada que a sua companhia aérea estava superlotada de voos económicos. A companhia organiza uma alternativa, e você questiona-se se deve ficar ou se deve ir. Pensa ficar, e acontece vero número 427 passando no ecrã de anúncios e você toma isto como um indicador para ir, pela sua intuição. Então começou por não ser sincronismo, mas depois, como não estava em actividade contínua de perseguir a decisão inicial, ele foi usado para uma sincronicidade que você pudesse identificar.

Audiência: “Meu pai ainda vive na mesma casa. Eu cresci nela. O número da casa é 403. Quando mudei para a Flórida, eu casei e a casa dos seus pais era 4103. Não foi por isso que me casei com ele, mas foi interessante. Infelizmente o casamento não durou muito tempo. Quando mudei para Gainsville, encontrei um apartamento que era razoável. A morada era 4203, onde vivi 10 anos.”

Sim, eu observo números que podem acontecer em diversos contextos. Alguns deles são autogerados, muitas vezes biologicamente, mas nem sempre.

O que mais pode accionar sincronicidades? Nós podemos pensar em vidas passadas. De muitas experiências anteriores, você teria encontrado muitas pessoas, ter tido relações estreitas com muitas pessoas, mas muitas, muitas pessoas. Você teria sido amigo e família.
Assim deveria ser admirado que desenvolvêssemos uma inclinação para procurar as pessoas certas com quem obtemos uma conexão instantânea; ou muitas vezes o oposto, uma repulsa instantânea ou antipatia. Mas porquê? Muitas vezes não há nada de horrivelmente errado com eles. Deste modo, como vamos pesquisar isto, faz parte da nossa autodescoberta e do progresso do auto desenvolvimento. Algumas vezes assincronicidades relaciona-nos com o que temos “em sintonia com”.  Nós podemos funcionar em eventos relacionados com a nossa maneira de pensar ou de sentir ou com o nosso grau de ética.

Imagine dez pessoas no zoo, quando o leão foge. Oito conseguem fugir e os dois gémeos ficaram no rasto do leão, olhando-os com apetite. Acontece que o que foi atacado foi um caçador ilegal que maltratou animais desde criança. O outro era um ambientalista que doou muito tempo e energia para proteger a vida animal. Então, foi apenas uma coincidência? O leão sendo instintivo sentiu-se mais ameaçado pelo caçador. O que fazemos, o que pensamos e o que sentimosdetermina, até certo ponto, o que se nos depara. Algo me diz que alguém pode ajudar-me a resolver um problema com o qual eu estou a lidar actualmente. Aparentemente os opostos completam-se, polícias e criminosos estão intimamente associados. O ladrão que fica limpo muda-se para outra cidade, mas continua a ser assaltado. “Espera! eu agora sou um bom rapaz, o que é que está acontecendo?”

Não vamos agora entrar em detalhes nem em conceitos de karma, mas isto não é apenas um processo individual. Porquê nascemos em famílias específicas, por exemplo? Porquê temos os pais que temos? O que fizemos no passado está feito, mas podemos escolher melhores posturas e decisões hoje.  Pode haver uma tendência do ser humano de hoje para esse processo divino? Tens a certeza de que era um “anjo”? Como sabe? Foi de uma fonte positiva, de uma fonte mal intencionada,de uma fonte não tão sábia? Nós temos de tomar cuidado com a ânsia de seguir uma ideia que pode muitas vezes não ser a nossa. Podemos testar consensos e discernir. Como podemos  patrocinar sincronicidades? Bem, ajuda a estar mais alerta e lúcido, tomar atenção, ser observador. Ler acerca disso ajuda; clássicos incluem o romance “A Profecia Celestina” e trabalhos de Carl Jung, que surgiu com o termo. Nós podemos ler sobre os processos envolvidos em sincronicidades, como bioenergéticos, atrações energéticas e karma. Sobre reencarnação, recomendo o livro “Retrocognições” de Wagner Alegretti  e” Vida depois da Vida” de Tucker.

Outra questão é o mérito;  nada é gratuito. Se você quer experienciar uma determinada coisa ou assistência espiritual, considerando que há recursos limitados, é a economia que está a contribuir para ter o mérito? Quando está a ver televisão, precisa de ajuda? Geralmente não!
Se estivermos aconselhando alguém, nós aumentamos o mérito por mais assistência. Quanto mais investir em ajudar, mais assistência merece através de sincronicidades,da experiência de saída fora do corpo e do elevado parapsiquismocomo telepatia ou a sua aptidão para perceber e interpretar energias. Porquê? Porque está  colocando  a ação em bom uso. Muitas vezes você correrá para as pessoas certas, estando no lugar certo na hora certa.

Você pode tornar-se um jogador chave para alguma coisa, se ao nível local ou internacional, não soubermos realmente quem somos. Talvez alguém nesta sala seja supostoescrever um livro que ajudaria milhares de pessoas por todo o mundo; não devemos subestimarisso.

Nelson Abreu, Bacharelado em Engenharia Elétrica, é um voluntário na Academia Internacional da Consciência – Los Angeles Centro Educacional.


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