Friday, August 30, 2013

Relato Pessoal: Auto-superação pela reavaliação intraconsciencial



Sónia Ferreira
Lisboa, Portugal

Em maio de 2001, após vários exames médicos, descobri ter desenvolvido um carcinoma ductal invasivo (cancro da mama). Durante o período anterior, durante e posterior à remoção cirúrgica do mesmo vivenciei acontecimentos que colocaram “à prova” o meu posicionamento íntimo face à vivência do paradigma consciencial na pratica. Na verdade nunca pensei que passaria por uma experiência semelhante e que repercussões intra e extrafisicas o evento iria desencadear.


O cancro caracteriza-se pelo crescimento descontrolado de células do corpo, alimentando-se de outras células e alojando-se em vários órgãos através do sistema sanguíneo e linfático. Estas mesmas células já não obedecem ao comando do sistema imunitário sendo esta patologia considerada “autoimune” (Diciopédia, Porto Editora, 2003). Até hoje a ciência convencional tenta explicar o porquê de tal comportamento, tentando desenvolver várias terapêuticas para a manifestação física da doença. Por outro lado, do ponto da pesquisa conscienciológica, as vivências estudadas apontam para o fato de que que a saúde intraconsciencial pode ser alcançada pela manifestação equilibrada dos seus pensamentos, sentimentos e emoções cuja repercussão positiva se faz sentir na saúde física como consequência e não uma causa. 


Na minha experiência do período anterior à manifestação física da doença, passei por momentos de muito stress emocional, profissional, com posicionamentos sérios no voluntariado em que participava, no entanto sempre pensei que as sensações no corpo físico estavam relacionadas com a tensão diária a que estava acostumada. Após diagnóstico médico especializado foi-me transmitido que a malignidade do carcinoma só poderia ser verificada na própria operação e em caso afirmativo teria que ser retirada a mama pelo facto de ser muito jovem (29 anos) e o risco das células cancerígenas crescerem com rapidez era elevado.


A 1ª pergunta que fiz após a cirurgia foi se tinha sido possível preservar a mama mas a resposta foi que infelizmente não. Naquele momento para minha própria surpresa interiorizei o acontecimento e pensei “bom, aconteceu, tenho que ajudar na recuperação, vou ter que me esforçar”.


A consciência e auto-imagem


Embora sendo consciências num corpo animal na realidade física onde nos manifestamos, condicionamo-nos a pensar apenas como seres sociais. Ou seja é mais difícil relembrar que somos consciências imortais, com vivências em inúmeras vidas, dentro de um corpo denso embora resistente, perecível. Mais importante do que perder o membro físico seria sobreviver pois tinha uma programação de vida a cumprir e em uma fase posterior entender com profundidade o surgimento da patologia. Outra experiência marcante foi verificar que apesar do fato de ter tido uma modificação radical no meu corpo a minha preocupação inicial foi desdramatizar a situação, principalmente junto de uma familiar próxima, que dava muita importância ao aspeto físico e que estava preocupada comigo. O desvio do foco na assistencialidade ao outro é por si próprio um ato promotor de auto-cura pois deixamos de estar centrados apenas no nosso microuniverso e de mobilizar cargas emocionais excessivas e muitas vezes despropositadas. Este processo só é possível se a consciência for verdadeira naquele momento evolutivo. Para mim foi muito importante entender esta postura e aprender com ela.


Não-vitimização (papel agressor-vitima)


A pacificação íntima surge quando abandonamos a postura de vítima. A partir daquele momento em que decidi que eu teria que estar à altura do desafio que tinha pela frente e mais ninguém, tudo à minha volta convergiu para auxiliar na recuperação. A minha preocupação maior era estar à altura do desafio daquele momento, que eu sabia que não era fácil. Evoluir é ultrapassar a barreira do que é que nos acostumámos a esperar até de nós mesmos. Maturidade é saber abdicar de posturas deslocadas e a não vitimização é uma medida profilática porque abre portas para outras fases de entendimento. Podemos ficar surpreendidos com os resultados.


Energia deslocada na recuperação – feedback retroalimentativo


Toda a tensão antes da cirurgia dissipou-se, a energia que sentia era canalizada para o exterior. As pessoas que me visitaram no hospital apareciam receosas do meu estado emocional e saíam bem-dispostas por me verem tranquila. Na prática, de forma natural, instalou-se um sistema reatroalimentativo ou seja eu transmitia sinceridade na postura pró-ativa e todos devolviam essa mesma energia o que ajudava muito na recuperação. Na semana que estive no hospital, apesar de ter ficado num quarto isolada nunca me senti sozinha. Todos estes acontecimentos deixavam-me motivada de que estaria no caminho certo, independentemente do futuro.


Análise do momento evolutivo


Os acontecimentos provocaram profunda reflexão porque embora estivesse ainda a passar fisicamente pelo pós-operatório sentia-me muito bem, cheia de energia. Percebia-me apoiada física e extrafisicamente também por consciências amparadoras (consciências com maior discernimento, fraternas, em outras dimensões) ampliando aquele momento evolutivo. Conseguia perceber que o processo era manter a lucidez e abertura para a recuperação e isso partiria do trabalho em conjunto. Neste processo um fator chave foi o fato de estar envolvida no voluntariado conscienciológico e saber da importância da teática (teoria e pratica) na vivência. Se aceitava o fato de ser mais do que o corpo físico, ser uma consciência multiexistencial (várias vidas) e multidimensional (várias dimensões) seria o momento de vivenciar na prática o conceito. Assim surgiram algumas condições vivenciadas:


- 1ª premissa da sobrevivência
- Compromisso com a auto-superação
- Assumir sem drama a doença como patologia
- Reciclagem das posturas intraconscienciais
- Pró-atividade e menos reatividade
- Racionalidade e discernimento 
- Despersonalização da doença: anti-vitimização
- Estar aberto à afetividade sadia
- Evitação de comparações: cada caso é um caso
- Priorizar a reflexão e auto-pesquisa, registar as informações
- Perceber os insights das equipes de amparadores
- Ser mais fraterna com as necessidades das outras consciências

Auto-pesquisa e Hetero-pesquisa


Hoje passados 12 anos vejo que aquele momento de lucidez lá atrás trouxe-me muita informação. Iniciei uma auto-pesquisa dos meus traços pessoais, como foi a minha infância, aspetos do meu temperamento, doenças do grupocarma (família), qual o meu padrão de pensamentos diário. Nesse seguimento em 2006 elaborei um questionário de pesquisa de opinião pública com o objetivo de procurar pontos em comum com outras consciências que passaram pelo mesmo, colocando-o ao dispor num blog que criei para o efeito. Das respostas que obtive, algumas das conclusões preliminares mostraram que na generalidade todos vivenciaram momentos desafiantes do ponto de vista emocional entre 1 a 3 anos do aparecimento somático do cancro, alguns padrões de mágoa e tristeza acentuaram o processo e quase todas foram unânimes no facto de escrever a sua experiência no papel ter sido algo terapêutico em si mesmo. É meu objetivo em breve publicar o resultado dessa mesma pesquisa.



Sónia Raquel Ferreira tem 41 anos, com experiência em design gráfico e multimédia, é voluntária da conscienciologia em Portugal desde 1999 e membro da International Academy of Consciousness (IAC-Academia Internacional da Consciência).

Thursday, August 8, 2013

Pergunte à IAC: Dúvida sobre Vidas Passadas de Sandpoint, Idaho (EUA)

Pergunta:

Olá! Eu queria perguntar se a visão de uma vida passada é considerada uma experiência fora
do corpo… Também é possível ver a vida de alguém? Eu ouvi sobre registos Akáshicos, mas não tenho certeza se é como acontece.

Eu fiz uma regressão a vidas passadas e vi uma vida mas justamente não estou certo se era a minha. Ficaria muito grata pela vossa opinião! Muito obrigada!

Responta:

Muito obrigado pelas suas perguntas interessantes.

A retrocognição é um fenómeno da consciência pelo qual nos permite reviver, vários níveis, um evento de uma vida passada ou um período entre vidas. A retrocognição pode acontecer durante os vários estados alterados ou estados da consciência: o estado de vigília, durante um sonho, durante uma experiência fora do corpo, e até mesmo no período entre vidas quando não temos um corpo. Nós tipicamente relembramos as nossas próprias experiências do passado, mas não é impossível acessar a informações de alguém mais. Isto pode acontecer numa sessão em grupo de regressão a vidas passadas, através de hipnose (memórias do hipnotizador ou de alguém perto da área da sessão). Por conseguinte, é aconselhável realizar uma tentativa de retrocognição num ambiente isolado e energéticamente otimizado.

Se alguém na realidade tencionar acessar a outras memórias passadas, isso pode ser facilitado por um acoplamento áurico intencional, prolongado e intenso ou fundirem-se, temporáriamente os dois campos energéticos individuais.

Sugiro a entrevista com Wagner Alegretti e o seu livro como excelentes fontes de estudo deste fenómeno em profundidade e a sua aplicação no desenvolvimento espiritual.

Os registos Akáshicos são mais uma metáfora do que um lugar propriamente dito, pelo menos como provado por consenso dos nossos pesquisadores. Este conceito remete-nos para a ideia que nós podemos aceder a  uma  vasta riqueza de conhecimento e memória  de todas as coisas e de todos  os tempos. Este conceito, de qualquer maneira, é relatado por uma experiência muito distinta de retrocognição: a chamada projeção do corpo mental ou a experiência de cosmoconsciência.

A veracidade de lembrança de vidas passadas está entre a mais dificil de verificar entre os fenómenos psíquicos. Ceticismo saudável ou hesitação em aceitar uma simples experiência como uma lembrança real, é uma atitude criteriosa. Nós podemos ter mais certeza acerca de hipóteses particulares com a acumulação de múltiplas experiências e confirmação de outras evidencias (tais como uma análise dos nossos interesses, traços de personalidade, e outros). 

Repito, este aspecto está muito bem defendido por Alegretti no seu livro. Todavia, certas experiências são muito vivídas e a reconstituição estrutural dos acontecimentos tende a ser emocional, impactante, altamente significante na moldagem de quem nos tornamos. Se a memória expressada parece ser fora do lugar, se não encaixa dentro de qualquer das suas características salientes, e não foi particularmente comovente ou impactante, são de qualquer modo, provavelmente não se trata de uma retrocognição.

Nelson Abreu
Professor
IAC Califórnia


Tradução: Rosa Teixeira, IAC Portugal 


Monday, August 5, 2013

Conferência Completa: Parapsiquismo Infantil - crianças sensitivas e suas susceptibilidades com Nanci Trivellato, Msc

Nanci Trivellato, MSc. em psicologia, professora e pesquisadora da International Academy of Consciousness (IAC) aborda o tema crucial do parapsiquismo infantil dos pontos de vista de experiência própria e técnico.

A conferência é dedicada aos pais que tenham filhos que pensem ser parapsíquicos e aosadultos que possam ter sido parapsíquicos na infância ou na juventude e queiram compreender as vivências de então e as relações que estas possam ter com sua condição hoje.

ALGUNS TEMAS ABORDADOS:

- crianças psíquicas e sensíveis às energias sutis;
- clarividência infantil e outros fenômenos psi;
- crianças médiuns;
- terror noturno;
- sonambulismo;
- pesadelos;
- mediunidade infantil e juvenil;
- energias gravitantes negativas;
- repercussões na adultidade do parapsiquismo ou mediunidade mal compreendida;
- experiência fora do corpo ou viagem astral na infância;
- percepção de consciências não físicas (espíritos) na infância;
- características das percepções extra-sensoriais (ESP), mediunidade ou parapsiquismo na primeira infância, segunda infância e pré-adolescência;
- TÉCNICAS para auxiliar casos de crianças parapsíquicas que estejam tendo dificuldades. 



Nanci Trivellato - Parapsiquismo Infantil (TV Complexis)

RELACIONADO: Extraído da entrevista completa
"Experiência na Avaliação e Desenvolvimento Parapsíquico"
dada por Wagner Alegretti e Nanci Trivellato a Tom Martins
do programa Ciência e Consciência na TV Compléxis

LOCAL e DATA: 

Conferência dada no Campus de Pesquisa da IAC na Despertópolis, Evoramonte, Alentejo, Portugal, para plateia presente em pessoa e online, em 24 de maio de 2013.

CONFERENCISTA:


Nanci Trivellato, MSc. formou-se em Letras no Brasil e realizou o seu mestrado em Métodos de Investigação Aplicados à Psicologia, em Inglaterra. Tendo vivenciado projeções conscientes e outros fenómenos parapsíquicos desde os seus 7 anos de idade, Trivellato é pesquisadora e professora de Conscienciologia e Projeciologia desde 1992. Foi coordenadora geral das atividades da Conscienciologia na cidade de São Paulo, Brasil, até 1994, quando se mudou para os EUA na posição de co-fundadora da unidade educacional da Flórida. Em 1999, Trivellato transferiu-se para Inglaterra, onde atuou como coordenadora da unidade de Londres durante quase 10 anos. Entre 2002 e 2004 também atuou globalmente no ‘Departamento de Educação’ e no ‘Departamento de Comunicação’ da IAC, quando passou a assumir o cargo de Diretora do ‘Departamento de Pesquisa e Comunicação Científica desta organização, posição que continua a exercer. 

Durante o ano de 2008, Nanci transferiu a sua base física para Portugal, passando a assumir as suas funções desde o Campus de Pesquisa da IAC. Trivellato proferiu conferências em 14 países, nas Américas, Europa e Ásia, e é a fundadora do Journal of Conscientiology, do qual foi Editora-chefe de 1998 a 2010. Ela vem conduzindo investigações nas áreas da Despertologia, Energometria, Holocarmalidade, Holochacralidade, Parapercepciologia e Projeciologia, sendo que, os resultados de várias destas pesquisas foram apresentados internacionalmente em congressos e conferências de Conscienciologia e de outras linhas do conhecimento humano. Trivellato ganhou o primeiro lugar do 2º Prémio Global IAC para Contribuição Científica em Conscienciologia, edição de 2010, pela sua pesquisa sobre o Estado Vibracional.